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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Graffiti na Cor
Vou contar minha história
Graffitando uma poesia
Em verso, rima e prosa.
Recito o real sem fantasia
O meu pai é um pedreiro
Minha mãe negra arretada
Tenho uma bela irmã
Bonita família amada
Fui criança muito levada
Tive uma infância comum.
Na rua era mais um
Que jogava uma pelada
Chamava alguns palavrões
No bolso gude e botão
A linha puxava com a mão
A pipa que no céu voava.
A noite logo chegava
E o sono eu sentia
Pulava na rede da tia
E ela me balançava
E assim eu fui crescendo
E cresci passei da conta.
Minha irmã ficou baixinha
Quando me olha fica tonta.
Hoje sou homem de maior
Na altura e na idade
A vida dá muito nó
Mas desato com habilidade
Descobri o amor conjugal
Por ela vivo e respiro
Não sou mais aquele menino
Pois já sou quase papai
De um menino que amo
Mesmo sem conhecer
Mais tenho o prazer de dizer
Seja bem vindo Miguel
Sou artista profissional
Na arte de graffitar
Busco sempre a perfeição
Para a todos agradar.
É na tinta e no rabisco
Que o gráfico aparece
Transformando forma e cor
No trabalho que me engrandece
Me chamo Jefferson Rodrigo
Não tenho muito apelido
Sou negro grafite e bonito
E honro a minha cor.
Por Maria José Messias
Por Maria José Messias
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